TEMPO
Um banco de jardim...
Uma criança.
Um livro...uma canção...
Uma esperança!
Aroma de jasmim
ou alfazema...
Música nas palavras
de um poema
escrito com raiva
mágoa ou prazer...
Eu to ofereço...
se tiveres tempo para o ler!!
Um banco de jardim...
Uma criança.
Um livro...uma canção...
Uma esperança!
Aroma de jasmim
ou alfazema...
Música nas palavras
de um poema
escrito com raiva
mágoa ou prazer...
Eu to ofereço...
se tiveres tempo para o ler!!
O meu olhar pára num jornal
Ou numa imagem da televisão
E questiono com angústia natural:
Onde começa a loucura?
Onde acaba a razão?
Exibem-se "cãezinhos" da falsa sociedade
Vejo crianças com a fome no olhar
Belas mulheres, vestidas de vaidade
Enquanto à focas na neve...a sangrar.
Vende-se um quadro por mais de um milhão
Na rua vagueia um velho sem destino
Enche-se a carteira do "Homem-Patrão"
Com o suor o "operário" ainda menino.
Se eu pudesse, a Jesus perguntaria:
Porquê uns terem TUDO e outros NADA!?
Porque nascem alguns em berço de ouro
E outros numa rua abandonada?
Se Ele me escutasse, decerto responderia:
Não era este o Mundo que eu queria!
Nasci na bonita cidade de Setúbal, mas adoptei a Vila de Palmela como segunda terra natal, onde resido há mais de duas décadas. A minha paixão pela escrita vai desde as letras para canções infantis, marchas populares, peças para teatro, rádio e jornais até à aventura da publicação de livros. De vez em quando “tento” escrever letras para fado e canção. Tive um percurso interessante nos Festivais da Canção Infanto-Juvenil nacionais e internacionais, nos quais obtive vários prémios para a Melhor Letra, tendo algumas delas representado Portugal em países estrangeiros, nomeadamente Itália e Espanha. Colaboro com alguns artigos de opinião em jornais locais e durante alguns anos vivi a experiência de ter uma rubrica nas rádios em Palmela e Setúbal. Em 1998 apresento o meu primeiro livro de poesia: “RISCOS” com base numa poesia simples e objectiva. Dois anos depois lanço o segundo livro, desta vez para crianças; “ARCA DE NOÉ”. Este livro é acompanhado por um C/D, onde os poemas são declamados pelo actor Fernando Guerreiro e pala actriz Susana Félix.
Mais tarde apresentei o meu terceiro livro; “VERDADES DO MEU PENSAR”, um livro que pretende apenas deixar um convite à reflexão, sempre e cada vez mais necessária à tão ambicionada convivência pacífica entre todos os povos.
Os poetas reuniram-se com carácter de urgência;
É preciso decidir como iremos intervir p'ra deter a violência !
É tempo de construir muralhas de amor e fé,
É URGENTE quebrar armas e moldar flores nas ruas,
Dos sorrisos das crianças fazer renascer esperanças.
É URGENTE reunir! É URGENTE decidir!
E porque há democracia... chamaram a Poesia!
Reuniu muitos poetas e pediu opiniões
Ordenou-lhes que escrevessem a todos os corações
Redigiu tantos decretos em nome de tanta gente
E em todos decretou: Parar a guerra é URGENTE!!
Ficou então decidido que as armas se calariam
Que se escreveriam versos com as pontas dos canhões
Que se fariam mais pontes para ficarmos mais perto
Que o amor seria oásis no longínquo deserto
Que os aviões ao passarem, deixariam cair rosas
Que seriam como folhas de poemas e de prosas
Que as crianças não sofriam porque o ódio terminou
E finalmente aprendiam que o amor triunfou
***
E as palavras dos poetas reunidos de emergência
Formaram versos sem rima condenando a violência!
A Poesia ficou mais bela, forte e segura
Porque à guerra apresentou esta MOÇÃO DE CENSURA!!
Alexandrina Pereira
Duas gotas de sangue se encontraram
Vindas de corpos diferentes
No chão, ficaram sementes
Duas flores romperam...e se abraçaram
Siamesas no Amor, não tinham raça nem cor!
Alexandrina Pereira
Dou a mão a outro irmão
Que tem a pele de outra cor
No meu olhar e no dele
Não se vê a cor da pele
Vê-se somente o amor
O meu sangue é tão igual
Ao do negro e do cigano
Todos queremos liberdade
Mas sentir a igualdade
Isso sim, é sr humano!
Todos diferentes, todos iguais,
A amizade não tem cor
Lançar sementes não é demais
Se forem sementes de Amor.
Dar um abraço na hora certa
É ser amigo, é ser irmão
É como um laço de cor incerta
Onde se aperta um coração!
Alexandrina Pereira