Poema para a Paz no mundo
Os poetas reuniram-se com carácter de urgência;
É preciso decidir como iremos intervir p'ra deter a violência !
É tempo de construir muralhas de amor e fé,
É URGENTE quebrar armas e moldar flores nas ruas,
Dos sorrisos das crianças fazer renascer esperanças.
É URGENTE reunir! É URGENTE decidir!
E porque há democracia... chamaram a Poesia!
Reuniu muitos poetas e pediu opiniões
Ordenou-lhes que escrevessem a todos os corações
Redigiu tantos decretos em nome de tanta gente
E em todos decretou: Parar a guerra é URGENTE!!
Ficou então decidido que as armas se calariam
Que se escreveriam versos com as pontas dos canhões
Que se fariam mais pontes para ficarmos mais perto
Que o amor seria oásis no longínquo deserto
Que os aviões ao passarem, deixariam cair rosas
Que seriam como folhas de poemas e de prosas
Que as crianças não sofriam porque o ódio terminou
E finalmente aprendiam que o amor triunfou
***
E as palavras dos poetas reunidos de emergência
Formaram versos sem rima condenando a violência!
A Poesia ficou mais bela, forte e segura
Porque à guerra apresentou esta MOÇÃO DE CENSURA!!
Alexandrina Pereira

Do Melhor
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del.icio.us
Que bom seria minha amiga,que assim fora!
Vale a intenção e o poema maravilhoso.
José Manangão
josé Manangão | 27-08-2007 - 21:29:24 GMT 1 #
Que bom seria, realmente! O seu poema é belo e esperançoso, Cara Poetisa, mas não são os poetas que governam a Terra, infelizmente. É urgente quebrar armas... como diz. Vamos a isso. Por isso, se me é permitido usar este espaço, aqui deixo esta mensagem:
AOS POVOS DE TODO O MUNDO
«... e doravante, quando os vossos chefes ou governabtes vos mandarem guerrear, tornai-vos desobedientes perante as suas ordens.
Ao alcançardes tal dignidade encontrareis duas grandes certezas:
- uma, a cobardia deles por não serem capazes de vos substituir em armas;
- a outra, a mais importante, é a Paz, prenhe de Liberdade.
Mas uma condição se vos impõe:
- não tomareis vós as decisões deles.»
1980, in: Sérgio O. Sá, Versos na Guerra - Versos de Paz
Sérgio O. Sá | 27-04-2008 - 22:50:58 GMT 1 #
É PENA...!
Porque será que a Paz deixara de ser um Bem natural, tão natural como a Água ou o Sol, e passara a ser um produto das civilizações, como o é a guerra?
E porque será que só lhe damos a devida importância quando a guerra nos apanha?
... ... ...
É pena que o maior contributo para a valorização de tão imprescindível Bem tenha de ser a tão medonha expressão da inteligência humana!
23 de Fevereiro de 1983, in Sérgio o. Sá, Versos na Guerra - Versos de Paz
Sérgio o. Sá | 18-10-2008 - 14:21:12 GMT 1 #
adorei o poemaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
williana | 27-01-2009 - 21:48:23 GMT 1 #